Um dos Maiores Centros de Pesquisa de Primatas não-humanos em diversidade de espécies da América Latina, o CENP atua na criação, reprodução e pesquisa epidemiológica e ambiental em saúde pública.

 

Em 1978, um convênio entre o Ministério da Saúde, Ministério da Agricultura, Organização Pan Americana da Saúde e Organização Mundial da Saúde culminou na  criação do Centro Nacional de Primatas. O órgão subordinado ao Instituto Evandro Chagas foi criado com o intuito de criar e reproduzir primatas não-humanos para a conservação e pesquisa, tendo em vista a enorme biodiversidade de espécies na região Amazônica. A área onde foi instalado o Centro de Pesquisa foi doada pelo Ministério da Agricultura, e o terreno que antes não tinha uso se tornou um dos maiores Centros de Primatologia em diversidade de espécies da América Latina.

O primeiro diretor do CENP, que mais tarde se tornou diretor do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa, indicou a dra. Gilberta Bensabath para ficar a frente do projeto junto com o médico veterinário Dr. José Augusto Muniz, devido a sua expertise na parte clínica e cirúrgica de animais. Além disso, o primatologista inglês, Robert Kingston colaborou para a instalação do Centro.

Após 42 anos de intenso trabalho, o Centro possui hoje 163 funcionários, dividido em três serviços, dois técnicos científicos e um administrativo; e cinco seções, duas científicas e três administrativas, seguindo os rigorosos parâmetros de ética em pesquisa com animais. Desde então, vem contribuindo com a ciência, desenvolvendo diversas investigações em saúde pública, como Febre Amarela, Dengue, Zika Vírus, Leishmanioses, Malária, entre outros. O CENP possui em seu plantel, aproximadamente, 700 indivíduos de 26 diferentes espécies de primatas não-humanos, estando 9 espécies presentes na lista de animais ameaçados de extinção.

A instituição também possui vários acordos de cooperação e parcerias com outros órgãos, como Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Escola Superior da Amazônia (ESAMAZ), além de outras. Essa relação com outras instituições contribui diretamente para o desenvolvimento da ciência brasileira.

Vista aérea do Centro Nacional de Primatas

 

PROJETOS FUTUROS: Recentemente, o CENP teve a autorização do Ministério da Educação, do seu primeiro programa de “Residência em Medicina de Primatas Aplicada à Saúde Pública”, que atenderá a crescente demanda de profissionais nessas áreas tornando-se também um importante espaço de formação da região.

Outro projeto que está quase pronto para ser entregue é a reforma da área de exposições do CENP, prevista para concluir as obras em abril. Com capacidade para 100 animais, o espaço será reaberto assim que for possível, tendo em vista a pandemia do SARS-CoV-2. Quando em funcionamento, possibilitará que crianças e jovens, assim como a comunidade científica, possam conhecer as diversas espécies de macacos, especialmente aqueles que estão ameaçados de extinção, bem como incentivar o uso racional dos recursos naturais e a importância do trabalho de pesquisas biomédicas e de conservação desenvolvidos, para o avanço da ciência e também salvar milhares de vidas humanas no Brasil e no mundo.